Cálcio e vitamina D: formas químicas, fontes e rótulo

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Casal idoso praticando corrida ao ar livre, promovendo saúde óssea.

Alimentação e suplementação não competem: uma complementa a outra. No caso do cálcio e da vitamina D, entender a química envolvida ajuda a ler o rótulo com mais critério.

Funções autorizadas pela legislação

A ANVISA define uma lista fechada de alegações por nutriente.

  • Cálcio: auxilia na formação e manutenção de ossos e dentes, no funcionamento muscular e nervoso e no processo de divisão celular.
  • Vitamina D: auxilia na absorção de cálcio e fósforo, na manutenção de ossos e dentes, no funcionamento do sistema imune e no funcionamento muscular.
  • Magnésio: auxilia na manutenção de ossos e dentes, no funcionamento do sistema nervoso e muscular, no metabolismo energético, na divisão celular e no funcionamento do sistema imune.
  • Zinco: auxilia na divisão celular, no metabolismo de proteínas e carboidratos, no funcionamento do sistema imune e na proteção das células contra radicais livres.

Fora dessa lista não há função autorizada.

O osso é um tecido em renovação

O tecido ósseo não é estático. Ele está em remodelação contínua ao longo de toda a vida: há reabsorção de matriz mineralizada e formação de matriz nova o tempo todo.

A parte mineral é formada sobretudo por hidroxiapatita, um fosfato de cálcio cristalino depositado sobre uma matriz orgânica de colágeno. Por isso cálcio e fósforo aparecem sempre juntos nessa conversa.

Cálcio elementar: o número que importa

O cálcio não existe isolado em um suplemento. Ele vem como sal, e cada sal tem uma proporção diferente de cálcio elementar por miligrama de composto:

  • Carbonato de cálcio: alta proporção de cálcio elementar, cerca de 40%. Depende de meio ácido para se solubilizar, o que costuma significar tomar junto de refeição.
  • Citrato de cálcio: proporção menor de cálcio elementar, cerca de 21%. É mais solúvel e menos dependente da acidez gástrica.

Assim, 1.000 mg de carbonato não equivalem a 1.000 mg de cálcio. O valor declarado na tabela nutricional é o que permite comparar produtos.

Fontes alimentares de cálcio

  • leite, iogurte e queijos;
  • vegetais verde-escuros como couve, brócolis e agrião;
  • gergelim, tahine e amêndoas;
  • sardinha consumida com a espinha;
  • tofu coalhado com sais de cálcio;
  • bebidas vegetais fortificadas.

Vale notar que espinafre e beterraba, apesar do teor de cálcio, contêm oxalatos que reduzem a absorção desse mineral. Couve e brócolis têm menos oxalato.

A vitamina D e a rota da síntese

A vitamina D começa a ser formada na pele a partir da exposição à radiação ultravioleta B. O colecalciferol resultante é hidroxilado no fígado, gerando o calcidiol, que é o metabólito dosado em exames de sangue, e depois no rim, gerando o calcitriol.

Rotinas em ambientes fechados, invernos longos, uso de protetor solar e a redução natural da síntese cutânea com a idade são fatores que interferem nessa rota. Recomendações sobre exposição ao sol são assunto de dermatologista.

UI e mcg

A vitamina D pode ser declarada em unidades internacionais (UI) ou em microgramas (mcg). A conversão é direta: 1 mcg equivale a 40 UI. Logo, 2.000 UI correspondem a 50 mcg.

Por ser lipossolúvel, ela se acumula no organismo, e a legislação estabelece limite máximo de ingestão. Somar produtos sem conferir a tabela é o cenário em que o excesso passa despercebido.

O que conferir no rótulo

  1. Qual sal de cálcio está na fórmula e quanto de cálcio elementar há por porção.
  2. A forma da vitamina D: colecalciferol (D3) ou ergocalciferol (D2).
  3. A quantidade por porção e o percentual de valor diário (%VD).
  4. Quantos comprimidos ou cápsulas formam uma porção.
  5. Se há sobreposição com outro suplemento em uso.
  6. O número de notificação na ANVISA.

Opções FDC

A composição completa, as quantidades por porção e o %VD estão na tabela nutricional de cada página. A linha é fabricada sob Boas Práticas de Fabricação (BPF) e notificada na ANVISA, com controle de qualidade em laboratório próprio, HPLC, espectrometria de absorção atômica e laudo por lote.

A decisão é individual

Se há necessidade de suplementar, qual nutriente, em que quantidade e por quanto tempo são questões que dependem de alimentação, exames e histórico. Essa avaliação cabe ao médico ou ao nutricionista.

Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem substituir o atendimento médico ou o tratamento de condições específicas de saúde. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida sobre sua condição médica. Nunca desconsidere o conselho médico nem demore a buscá-lo por causa de algo que tenha lido em nosso site ou mídias sociais.

Suplementos alimentares não substituem medicamentos nem uma alimentação variada e equilibrada. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar a suplementação. Não exceder a dose diária recomendada.

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