Cálcio e vitamina D aparecem juntos em quase todo texto sobre ossos. Vale separar o que cada um faz, o que a legislação autoriza afirmar e o que olhar no rótulo.
O que a legislação autoriza afirmar
A ANVISA define, na Instrução Normativa 28/2018, as alegações de propriedade funcional permitidas por nutriente. O verbo autorizado é sempre auxilia.
- Cálcio: auxilia na formação e manutenção de ossos e dentes, no funcionamento muscular e nervoso e na divisão celular.
- Vitamina D: auxilia na absorção de cálcio e fósforo, na manutenção de ossos e dentes, no funcionamento muscular e no sistema imune.
- Magnésio: auxilia na manutenção de ossos e dentes, no funcionamento do sistema nervoso e muscular, no metabolismo energético, na divisão celular e no sistema imune.
Fora dessa lista não há alegação autorizada. Nenhum nutriente tem, no Brasil, alegação de evitar fratura ou de reverter perda óssea.
O cálcio na estrutura óssea
O cálcio é o mineral mais abundante do organismo e compõe a matriz mineral do osso. O tecido ósseo é dinâmico: passa por formação e reabsorção ao longo de toda a vida. A massa óssea é construída principalmente até por volta dos 30 anos.
Fontes alimentares: leite e derivados, tofu preparado com sal de cálcio, gergelim, couve e brócolis. O espinafre contém cálcio, mas seu teor de oxalato reduz a fração absorvida.
Formas químicas: carbonato e citrato
O carbonato de cálcio concentra mais cálcio elementar por miligrama de sal, e sua dissolução depende mais do meio ácido do estômago — por isso costuma ser orientado junto às refeições. O citrato de cálcio tem teor elementar menor por miligrama, mas é menos dependente do pH gástrico.
Ao comparar dois rótulos, compare o cálcio elementar por porção, e não o peso do sal declarado no nome do produto.
A vitamina D e a síntese cutânea
A vitamina D é um pró-hormônio sintetizado na pele a partir da radiação UVB. A contribuição da alimentação é pequena em comparação: aparece em peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados.
A síntese varia com latitude, estação, horário, pigmentação da pele, roupa, uso de protetor solar e idade. Rotina em ambiente fechado reduz a exposição mesmo em região de alta incidência solar.
A D3, colecalciferol, é a mesma forma produzida pela pele. Por ser lipossolúvel, é melhor aproveitada junto de uma refeição com gordura.
Como ler o rótulo
- Confira a quantidade por porção e quantas cápsulas ou comprimidos formam essa porção.
- Compare com a IDR do nutriente e observe o percentual de valor diário.
- Verifique o limite máximo estabelecido para suplementos alimentares.
- Some o que vem de outros produtos da rotina: polivitamínico mais mineral isolado pode ultrapassar o limite sem que a pessoa perceba.
- Leia a forma química declarada na lista de ingredientes.
Rotina e acompanhamento
Alimentação variada, atividade física regular com trabalho de força e consultas de rotina são hábitos de consenso geral. A decisão de suplementar cálcio ou vitamina D, a dose e o período cabem a médico ou nutricionista, geralmente com exame.
Controle de qualidade FDC
A FDC mantém laboratório próprio de controle de qualidade, com cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) para doseamento de vitaminas e espectrometria de absorção atômica para minerais e metais pesados, com laudo por lote. A fabricação segue as Boas Práticas de Fabricação e os produtos são notificados na ANVISA.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.