
Quando a rotina muda, o prato muda junto
Períodos de mudança de rotina, com mais refeições feitas em casa e menos planejamento de compras, costumam deslocar o padrão alimentar. Levantamentos de consumo apontam aumento na participação de alimentos ultraprocessados, com mais açúcar e gordura saturada, e queda na ingestão de frutas, hortaliças e leguminosas.
A consequência prática é direta: menos fibras e menos micronutrientes no dia a dia. Não é uma questão de um alimento específico, e sim do conjunto da dieta ao longo de semanas.
O que os micronutrientes fazem, segundo a legislação
A ANVISA define quais funções podem ser atribuídas a cada nutriente. Entre os micronutrientes mais citados:
- Vitamina C: auxilia no funcionamento do sistema imune, na proteção das células contra radicais livres, na formação normal do colágeno e na absorção de ferro.
- Zinco: auxilia no funcionamento do sistema imune, na divisão celular, no metabolismo de proteínas e carboidratos e na proteção das células contra radicais livres.
- Selênio: auxilia na proteção das células contra radicais livres e no funcionamento do sistema imune.
- Vitamina A: auxilia na visão, no funcionamento do sistema imune e na manutenção da pele.
- Vitamina E: auxilia na proteção das células contra radicais livres.
- Complexo B: auxilia no metabolismo energético, no funcionamento do sistema nervoso, na formação de células vermelhas e na divisão celular.
- Ferro: auxilia no transporte de oxigênio, na formação de células vermelhas e no funcionamento do sistema imune.
Fora dessa lista, não há função autorizada. Compostos como luteína e licopeno aparecem em formulações como ingredientes, sem alegação de função própria.
Onde esses nutrientes estão na comida
Vitamina C: acerola, goiaba, caju, laranja, kiwi, pimentão cru. É termóbil e solúvel em água, ou seja, parte se perde no cozimento prolongado e no descarte da água de cocção.
Zinco: carnes, frutos do mar, sementes de abóbora, castanhas. Selênio: castanha-do-pará, peixes, ovos. Ferro: carnes, feijões e folhas escuras, com absorção do ferro vegetal favorecida pela vitamina C na mesma refeição. Vitamina E: azeite, abacate, nozes e sementes.
Como avaliar um polivitamínico no rótulo
A comparação entre polivitamínicos não se faz pelo número de itens na fórmula. Olhe a tabela nutricional e verifique:
- a quantidade de cada nutriente por porção, em mg ou mcg;
- o percentual de valor diário (%VD) correspondente;
- quantos comprimidos formam uma porção;
- a forma química de cada mineral, que influencia a biodisponibilidade;
- o limite máximo de ingestão, especialmente quando já há outro suplemento em uso.
Somar produtos diferentes sem conferir a tabela pode levar à duplicidade do mesmo nutriente.
All Nutri Plus
O All Nutri Plus é um polivitamínico com 13 vitaminas e 11 minerais. A composição completa, as quantidades por porção e o %VD estão na tabela nutricional da página do produto.
A fabricação segue Boas Práticas de Fabricação (BPF), com laboratório próprio de controle de qualidade, análise por HPLC e espectrometria de absorção atômica, e laudo por lote. O produto é notificado na ANVISA.
A suplementação complementa a alimentação quando a ingestão está abaixo do recomendado. A avaliação dessa necessidade é individual e cabe ao médico ou ao nutricionista.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.