Os dados: o que as pesquisas mostram sobre o Brasil
Um estudo coordenado pela Fiocruz Bahia, publicado no Journal of the Endocrine Society (Moreira et al., 2020), avaliou níveis de vitamina D em adultos saudáveis em Salvador, Curitiba e São Paulo. Os resultados: prevalência de deficiência de 15,3% e de insuficiência de 50,9% no total da amostra. Em São Paulo, 20% dos participantes apresentaram deficiência franca (DOI: 10.1210/jendso/bvaa046.1085). O estudo identificou ainda que os níveis caem aproximadamente 30% durante o inverno em cidades como São Paulo e Curitiba.
Por que o sol brasileiro não resolve o problema
A síntese cutânea de vitamina D depende de raios UVB. O uso de protetor solar (FPS 15 ou maior reduz a síntese em até 99%), roupas que cobrem o corpo, trabalhar em ambientes fechados, pele mais escura (a melanina filtra os UVB) e excesso de peso (vitamina D lipossolsolúvel fica sequestrada no tecido adiposo) são fatores que reduzem significativamente a síntese mesmo com sol disponível. O NIH documenta em detalhes os fatores que afetam a síntese de vitamina D no Vitamin D Fact Sheet.
Por que a alimentação também não resolve
Apenas cerca de 10% das reservas de vitamina D do organismo são obtidas pela alimentação. As fontes alimentares são limitadas: peixes gordurosos de águas frias (salmão, sardinha, atum), ovos e produtos lácteos e cereais fortificados. O Brasil não tem política nacional de fortificação de alimentos com vitamina D, ampliando o gap.
O que a deficiência de vitamina D pode causar
A deficiência de vitamina D é frequentemente assintomática em estágios iniciais. Quando se manifesta: cansaço persistente, fraqueza muscular, dores ósseas difusas, maior suscetibilidade a infecções respiratórias e alterações de humor. A deficiência crônica pode levar à osteomalacia em adultos. Uma meta-análise publicada no BMJ (Martineau et al., 2017) identificou que a suplementação com vitamina D reduziu em 12% o risco de infecção respiratória aguda (DOI: 10.1136/bmj.i6583).
Como saber se seus níveis estão adequados
O diagnóstico é feito por exame de sangue — a dosagem de 25-hidroxivitamina D. O exame é amplamente disponível no Brasil.
Deficiência: abaixo de 20 ng/mL · Insuficiência: 20 a 30 ng/mL · Nível adequado geral: 30 a 100 ng/mL · Nível preferido para saúde óssea e imunológica: acima de 40 ng/mL segundo muitos especialistas
A vitamina D3 FDC
Formulada com colecalciferol (D3), a forma mais eficiente na elevação dos níveis séricos, em cápsulas de 2000 UI. Produzida nos EUA com duplo certificado de qualidade e padrões cGMP, com embalagem fotoprotetora. Por ser lipossolsolúvel, a absorção é favorecida junto a refeições que contenham gordura.
O que evitar ao suplementar vitamina D
Vitamina D3 FDC 2000 UI — colecalciferol em embalagem fotoprotetora, produzida nos EUA com duplo certificado.
Conhecer Vitamina D3 FDCReferências bibliográficas
- Moreira ED, et al. Prevalence of vitamin D deficiency in Brazilian adults. J Endocr Soc. 2020;4(Suppl 1). DOI: 10.1210/jendso/bvaa046.1085
- Martineau AR, et al. Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory tract infections. BMJ. 2017;356:i6583. DOI: 10.1136/bmj.i6583
- Holick MF. Vitamin D deficiency. N Engl J Med. 2007;357(3):266–281. DOI: 10.1056/NEJMra070553
- NIH Office of Dietary Supplements. Vitamin D Fact Sheet. Disponível em: ods.od.nih.gov/VitaminD
Perguntas frequentes
Por que o Brasil tem alta prevalência de deficiência de vitamina D?
A vida urbana brasileira reduz a exposição efetiva a raios UVB: protetor solar, trabalho em ambientes fechados e poluição atmosférica. Pesquisas da Fiocruz mostram 50,9% de insuficiência em adultos saudáveis avaliados em SP, Curitiba e Salvador.
Como saber se estou com deficiência de vitamina D?
Por exame de sangue — dosagem de 25-hidroxivitamina D. Abaixo de 20 ng/mL indica deficiência; entre 20 e 30 ng/mL, insuficiência. Recomendado antes de iniciar suplementação com doses mais altas.
Devo suplementar vitamina D no inverno mesmo vivendo no Brasil?
Para boa parte dos brasileiros em SP e Curitiba, sim — os níveis caem 30% no inverno. Quem já está insuficiente no verão fica ainda mais comprometido no inverno.