Vitamina C, vitamina D e zinco são três nutrientes que costumam aparecer juntos em formulações e em conversas sobre rotina de suplementação. Este artigo explica o que a legislação brasileira reconhece sobre cada um, onde encontrá-los na alimentação e o que observar no rótulo.
O que a legislação reconhece sobre cada nutriente
No Brasil, as alegações de função de nutrientes seguem uma lista definida pela ANVISA. Elas descrevem o papel do nutriente no organismo quando a ingestão é adequada — e nada além disso.
Vitamina C
- Auxilia no funcionamento do sistema imune
- Auxilia na proteção das células contra radicais livres
- Auxilia na formação normal do colágeno
- Auxilia na absorção de ferro
Vitamina D
- Auxilia na absorção de cálcio e fósforo
- Auxilia na manutenção de ossos e dentes
- Auxilia no funcionamento do sistema imune
- Auxilia no funcionamento muscular
Zinco
- Auxilia no funcionamento do sistema imune
- Auxilia no processo de divisão celular
- Auxilia no metabolismo de proteínas e carboidratos
- Auxilia na proteção das células contra radicais livres
Repare no que se repete: os três participam do funcionamento do sistema imune, por vias diferentes. É por isso que aparecem juntos com frequência. Isso não significa que a combinação evite qualquer doença — nenhuma alegação autorizada diz isso, e nenhuma marca séria deveria sugerir o contrário.
Onde encontrar na alimentação
- Vitamina C: acerola, goiaba, caju, laranja, limão, kiwi, morango, mamão, pimentão, brócolis, couve e salsa. É sensível ao calor e à luz, então alimentos crus e frescos preservam mais.
- Vitamina D: peixes gordurosos como salmão, sardinha e atum, gema de ovo e alimentos fortificados. A principal via de obtenção, porém, é a síntese na pele a partir da exposição solar.
- Zinco: carne bovina, frango, peixes, frutos do mar, ovos, sementes de abóbora, castanhas e leguminosas. Em fontes vegetais, a presença de fitatos reduz o aproveitamento do mineral.
Formas químicas e biodisponibilidade
Nem todo suplemento entrega o nutriente da mesma forma:
- Vitamina C aparece como ácido ascórbico convencional ou em apresentações de liberação prolongada, que distribuem a liberação ao longo de mais horas.
- Vitamina D é lipossolúvel: a absorção é melhor quando o suplemento é tomado junto de uma refeição que contenha gordura.
- Zinco pode ser quelado a aminoácidos, formação que costuma apresentar melhor aproveitamento do que sais inorgânicos.
Como ler a tabela nutricional
Antes de comparar produtos, olhe quatro campos:
- Porção: quantas cápsulas ou comprimidos formam uma porção.
- Quantidade por porção: em mg ou UI, do nutriente propriamente dito.
- %VD: o quanto essa porção representa da Ingestão Diária Recomendada.
- Número de porções no frasco: o que define a duração real do produto.
Some também o que já vem de outros suplementos da sua rotina, principalmente no caso do zinco, que tem limite máximo de suplementação definido em legislação e, em excesso, pode interferir na absorção de outros minerais.
Controle de qualidade FDC
A FDC verifica seus lotes em laboratório próprio: cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) para teor de vitaminas e espectrometria de absorção atômica para minerais, com laudo por lote e produção dentro das Boas Práticas de Fabricação (BPF). Os produtos são notificados na ANVISA e os metais pesados ficam dentro dos limites da legislação vigente.
Em resumo
Vitamina C, vitamina D e zinco têm funções reconhecidas e complementares no organismo. A suplementação entra como complemento da alimentação, quando a ingestão pela dieta não é suficiente. A decisão sobre dose e necessidade cabe a médico ou nutricionista, idealmente com base em avaliação individual.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.