Cuidados com a pele no verão: 8 hábitos e o que muda na estação

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Mulher aplicando creme facial no espelho, cuidando da pele no verão.

O verão muda as condições a que a pele está exposta: mais radiação ultravioleta, mais transpiração, contato com água salgada, cloro e areia, e mais tempo em ambientes com ar-condicionado. Este texto trata de hábitos de cuidado e de onde estão os limites do que se pode afirmar sobre nutrientes.

A pele como barreira

A camada mais externa da epiderme, o estrato córneo, é formada por células queratinizadas unidas por lipídios como ceramidas, colesterol e ácidos graxos. Sobre ela há o manto hidrolipídico, filme de sebo, suor e lipídios. Esse conjunto limita a perda de água e a entrada de agentes externos. Abaixo, a derme contém a rede de colágeno e elastina, vasos, folículos e glândulas.

A superfície da pele também abriga o microbioma cutâneo, conjunto de microrganismos que faz parte do seu funcionamento normal.

O que muda na pele durante o verão

São observações descritivas, não diagnóstico.

Radiação ultravioleta. UVA e UVB atingem a pele em intensidades diferentes e em profundidades diferentes. A exposição estimula a produção de melanina, o que altera o tom. A radiação chega à pele também em dias nublados.

Transpiração. O calor aumenta a transpiração e a perda de água e eletrólitos.

Contato com água salgada, cloro e areia. Todos alteram o filme lipídico da superfície e favorecem ressecamento.

Oleosidade. Em peles oleosas, o calor pode aumentar a produção de sebo, mudando a textura e o aspecto da superfície.

Ar-condicionado e banhos quentes. Reduzem a umidade da superfície e contribuem para o ressecamento.

8 hábitos de cuidado no verão

São hábitos de consenso dermatológico. Não são promessa de resultado.

  • Protetor solar. Aplicar antes da exposição e reaplicar conforme a orientação do produto, inclusive em dias nublados e em áreas menos expostas. O FPS indicado no rótulo orienta a escolha.
  • Ingestão de líquidos. Beber água ao longo do dia, mesmo sem sede. Frutas com alto teor de água, como melancia, melão e uva, ajudam a compor a ingestão. Bebidas alcoólicas contribuem para a desidratação.
  • Pele limpa, seca e hidratada. Com mais transpiração, a limpeza é mais frequente, mas o excesso de sabonete resseca. Secar bem, inclusive entre dedos e dobras, e aplicar hidratante corporal.
  • Sombra nos horários de maior radiação. Entre 10h e 16h, preferir sombra, chapéu, boné e guarda-sol.
  • Roupas adequadas. Tecidos leves como algodão e linho permitem melhor troca de calor; sintéticos dificultam a evaporação do suor.
  • Alimentação leve e variada. Preparos grelhados ou cozidos, frutas e hortaliças com alto teor de água e fibras.
  • Banho de água doce após o mar. Remove sal e areia da superfície da pele.
  • Evitar água muito quente no banho. A temperatura elevada remove parte do filme lipídico da superfície.

O que a legislação permite afirmar sobre vitaminas

As alegações de vitaminas e minerais em suplementos alimentares no Brasil seguem o Anexo III da IN 28/2018 da ANVISA. É uma lista fechada e não inclui nada sobre aparência da pele, fotoproteção, manchas, bronzeado, rugas ou hidratação cutânea.

Nenhum suplemento substitui protetor solar. As alegações que existem e que se relacionam ao assunto:

  • Vitamina C: formação normal do colágeno; proteção das células contra radicais livres; sistema imune; absorção de ferro.
  • Zinco: proteção das células contra radicais livres; divisão celular; sistema imune; metabolismo de proteínas e carboidratos.
  • Vitamina D: absorção de cálcio e fósforo; manutenção de ossos e dentes; sistema imune; funcionamento muscular.

Colágeno é a proteína estrutural da derme. A alegação da vitamina C trata da formação dessa proteína, não do aspecto da pele.

Fontes alimentares

  • Vitamina C: frutas cítricas, acerola, goiaba, morango, pimentão, brócolis.
  • Vitamina E: amêndoas, sementes de girassol, azeite, abacate, espinafre.
  • Vitamina A: cenoura, batata-doce, espinafre, manga, mamão.
  • Vitamina D: peixes gordurosos, ovos. A síntese cutânea depende de exposição solar, que precisa ser equilibrada com fotoproteção. A decisão é do médico.
  • Coenzima Q10: peixes, carnes e oleaginosas.

Controle de qualidade na FDC

A FDC mantém laboratório próprio, com HPLC para dosagem de vitaminas e espectrometria de absorção atômica para minerais, laudo por lote e fabricação em Boas Práticas de Fabricação (BPF). Os produtos são notificados na ANVISA.

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Quando procurar um profissional

Lesão que não cicatriza, mancha que muda de aspecto, tamanho ou cor, coceira persistente e queimadura extensa são motivo de consulta com dermatologista. Decisão sobre suplementar é de médico ou nutricionista, com avaliação individual.

Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.

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