Nutrição e sistema imune: o que a alimentação realmente aporta

4 min de leitura
Nutrição funcional: mulher segurando suplemento e frutas cítricas ao lado.

A relação entre alimentação e sistema imune é real, mas costuma ser descrita de forma exagerada. Este artigo trata do que de fato acontece: o sistema imune usa nutrientes como cofatores em processos celulares, e a alimentação é a via normal de obtê-los.

Por que o sistema imune depende de nutrientes

As células de defesa se multiplicam, sintetizam proteínas e mantêm membranas íntegras. Cada um desses processos usa vitaminas e minerais como cofatores enzimáticos ou componentes estruturais. É nesse sentido — e apenas nesse — que se pode dizer que um nutriente “auxilia no funcionamento do sistema imune”.

A alimentação é a via normal de fornecer esses cofatores. Um padrão alimentar variado, com hortaliças, frutas, leguminosas, cereais integrais e fontes proteicas adequadas, tende a cobrir a maior parte das necessidades da população adulta saudável.

A lista fechada de alegações

A ANVISA mantém uma lista fechada de alegações de função de nutrientes. Sobre sistema imune, são cinco os nutrientes com alegação reconhecida:

  • Vitamina C: auxilia no funcionamento do sistema imune, na proteção das células contra radicais livres, na formação normal do colágeno e na absorção de ferro.
  • Vitamina D: auxilia no funcionamento do sistema imune, na absorção de cálcio e fósforo, na manutenção de ossos e dentes e no funcionamento muscular.
  • Zinco: auxilia no funcionamento do sistema imune, no processo de divisão celular, no metabolismo de proteínas e carboidratos e na proteção das células contra radicais livres.
  • Selênio: auxilia no funcionamento do sistema imune e na proteção das células contra radicais livres.
  • Ferro: auxilia no funcionamento do sistema imune, no transporte de oxigênio e na formação de células vermelhas do sangue.

Compostos bioativos vegetais — polifenóis, carotenoides, flavonoides — são estudados, mas não possuem alegação de função autorizada individualmente. Eles fazem parte do valor de uma alimentação variada, sem que isso implique promessa de resultado.

Onde encontrar esses nutrientes

  • Vitamina C: acerola, goiaba, caju, laranja, tangerina, kiwi, morango, pimentão, brócolis, couve, salsa.
  • Vitamina D: peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados. A principal via de obtenção é a síntese na pele pela exposição solar — razão pela qual é o nutriente mais afetado pelas mudanças de rotina no inverno.
  • Zinco: carne bovina, frango, peixes, frutos do mar, ovos, sementes de abóbora, castanhas e leguminosas.
  • Selênio: castanha-do-pará, peixes, ovos e cereais.
  • Ferro: carnes vermelhas, fígado, leguminosas, vegetais verde-escuros.

O preparo muda o resultado

  • A vitamina C é sensível ao calor, à luz e ao contato prolongado com água. Preparos crus e cozimentos curtos preservam mais.
  • Vitaminas hidrossolúveis se perdem na água de cozimento. Aproveitar essa água em caldos e sopas recupera parte delas.
  • O ferro de fontes vegetais tem aproveitamento menor. Combinar leguminosas ou folhas verde-escuras com uma fonte de vitamina C na mesma refeição melhora esse aproveitamento.
  • O zinco de fontes vegetais compete com fitatos presentes em grãos integrais. Deixar leguminosas de molho antes do cozimento reduz esse efeito.

Sazonalidade

Frutas e hortaliças de safra chegam mais frescas e mais baratas. No inverno brasileiro, as cítricas estão em alta: laranja, tangerina, limão. Aproveitar a estação é uma forma prática de variar a alimentação sem seguir listas fixas.

Onde a suplementação entra

Como complemento da alimentação, quando a ingestão pela dieta não é suficiente. Essa avaliação cabe a médico ou nutricionista. Ao comparar produtos, observe a porção declarada, a quantidade por porção, o %VD, o número de porções no frasco e o limite máximo de suplementação previsto na legislação — especialmente para minerais.

Controle de qualidade FDC

Os lotes FDC são analisados em laboratório próprio: cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) para teor de vitaminas, espectrometria de absorção atômica para minerais, laudo por lote e produção dentro das Boas Práticas de Fabricação (BPF). Produtos notificados na ANVISA, com metais pesados dentro dos limites da legislação vigente.

Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem substituir o atendimento médico ou o tratamento de condições específicas de saúde. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida sobre sua condição médica. Nunca desconsidere o conselho médico nem demore a buscá-lo por causa de algo que tenha lido em nosso site ou mídias sociais.

Suplementos alimentares não substituem medicamentos nem uma alimentação variada e equilibrada. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar a suplementação. Não exceder a dose diária recomendada.