8 cuidados com a pele no inverno

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Texto alternativo:Mulher aplicando creme hidratante no rosto para cuidados com a pele no inverno.

No inverno, a combinação de temperatura baixa, umidade relativa reduzida, vento e aquecimento artificial altera o comportamento da pele. Este artigo explica por que isso acontece e reúne oito cuidados práticos para a estação.

Como a pele se comporta no inverno

A umidade relativa do ar cai nos meses frios, e o uso de aquecedores em ambientes internos reduz ainda mais essa umidade. O resultado é maior perda de água pela superfície da pele. Estudos ambientais mostram que a umidade em ambientes aquecidos pode ficar abaixo de 30%, enquanto a faixa de conforto para a pele costuma ser citada entre 40% e 60%.

O vento frio também interfere na camada lipídica que ajuda a reter água na superfície. E a vasoconstrição — o estreitamento dos vasos periféricos para preservar a temperatura central — reduz o fluxo de sangue nas camadas mais superficiais.

Cada tipo de pele responde de um jeito

  • Pele normal: tende a ficar um pouco mais seca. Hidratantes leves costumam bastar.
  • Pele seca: fica mais áspera e com mais descamação. Formulações com ácido hialurônico e ceramidas, aplicadas mais de uma vez ao dia, são as escolhas mais comuns.
  • Pele oleosa: também resseca no frio. Hidratantes oil-free e não comedogênicos mantêm a hidratação sem obstruir os poros.
  • Pele mista: pode precisar de produtos diferentes na zona T e nas bochechas.
  • Pele sensível: reage mais às variações de temperatura. Produtos sem fragrância e formulações suaves são o caminho usual.

Para qualquer tipo de pele, dermatologista é quem indica a rotina adequada ao seu caso.

Erros comuns no inverno

  • Manter a mesma rotina do verão, sem adaptar à mudança de umidade
  • Banhos muito quentes e prolongados, que removem os óleos naturais da superfície
  • Abandonar o protetor solar por achar que os raios UV são menos intensos
  • Esquecer lábios e mãos, as áreas mais expostas ao vento
  • Esfoliação em excesso, que sensibiliza a pele

8 cuidados para a estação

1. Hidratante mais consistente

Formulações mais espessas formam uma camada que ajuda a reduzir a perda de água. Ácido hialurônico, ceramidas e manteiga de karité são ingredientes frequentes.

2. Água ao longo do dia

A sensação de sede diminui no frio, mas a necessidade de água permanece. Distribua a ingestão ao longo do dia.

3. Alimentação variada

Inclua frutas, hortaliças, castanhas, sementes e peixes gordurosos. No inverno brasileiro, as cítricas estão em safra: laranja, tangerina e limão.

4. Banhos mornos e curtos

Prefira água morna a quente e aplique hidratante logo após o banho, com a pele ainda úmida.

5. Umidificar o ambiente

Aquecedores reduzem a umidade do ar interno. Um umidificador ajuda a manter o ambiente em uma faixa mais confortável.

6. Protetor solar todos os dias

A radiação UV atravessa nuvens. O uso diário de protetor solar é recomendação dermatológica para o ano inteiro.

7. Atenção a lábios e mãos

São as áreas mais expostas ao vento e ao frio. Bálsamos labiais e cremes para as mãos fazem parte da rotina da estação.

8. Rotina noturna

À noite, produtos mais consistentes trabalham sem a interferência da exposição solar. A escolha de ativos deve ser feita com orientação dermatológica.

Onde os nutrientes entram

A ANVISA mantém uma lista fechada de alegações de função de nutrientes. Relacionada à pele, a mais direta é:

  • Vitamina C: auxilia na formação normal do colágeno, além de auxiliar na proteção das células contra radicais livres, no funcionamento do sistema imune e na absorção de ferro.
  • Zinco: auxilia no processo de divisão celular, na proteção das células contra radicais livres, no funcionamento do sistema imune e no metabolismo de proteínas e carboidratos.

Vale ser preciso sobre o resto: ômega-3, betacaroteno e vitamina E são compostos com funções fisiológicas conhecidas, mas não possuem alegação de função autorizada relacionada à pele na legislação brasileira. Eles fazem parte de uma alimentação variada, sem promessa de resultado estético.

Onde a suplementação entra

Como complemento da alimentação, quando a ingestão pela dieta não está sendo suficiente. Essa avaliação cabe a médico ou nutricionista. Ao comparar produtos, observe a porção declarada, a quantidade por porção, o %VD, o número de porções no frasco e as advertências do rótulo.

Controle de qualidade FDC

Os lotes FDC são analisados em laboratório próprio: HPLC para teor de vitaminas, espectrometria de absorção atômica para minerais, laudo por lote e produção dentro das Boas Práticas de Fabricação (BPF). Produtos notificados na ANVISA, com metais pesados dentro dos limites da legislação vigente.

Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.

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