Inquéritos alimentares nacionais, como a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, descrevem o consumo alimentar da população e permitem comparar a ingestão média de nutrientes com as recomendações. Alguns micronutrientes aparecem de forma recorrente com ingestão abaixo da recomendação.
Este texto trata de composição alimentar e das funções que a legislação brasileira autoriza afirmar. Não descreve sintomas nem serve para autodiagnóstico. Avaliação do estado nutricional é feita por médico ou nutricionista, com exames quando indicado.
Ferro
Alegações autorizadas: auxilia no transporte de oxigênio, na formação de células vermelhas e no funcionamento do sistema imune.
Fontes: carnes e vísceras concentram ferro heme, cuja fração absorvida é maior. Feijão, lentilha, grão-de-bico e vegetais folhosos trazem ferro não heme.
Detalhe de absorção: a vitamina C na mesma refeição aumenta a absorção do ferro não heme. Chá, café e fitatos a reduzem. Daí a combinação tradicional de feijão com laranja.
Vitamina D
Alegações autorizadas: auxilia na absorção de cálcio e fósforo, na manutenção de ossos e dentes, no funcionamento muscular e no sistema imune.
Origem: a contribuição alimentar é pequena. A principal via é a síntese cutânea a partir da radiação UVB, que varia com latitude, estação, horário, pigmentação da pele, roupa, protetor solar, idade e tempo ao ar livre. Um país tropical não garante exposição adequada, porque exposição depende de comportamento.
Forma química: a D3, colecalciferol, é a mesma produzida pela pele.
Cálcio
Alegações autorizadas: auxilia na formação e manutenção de ossos e dentes, no funcionamento muscular e nervoso e na divisão celular.
Fontes: leite e derivados são a principal fonte na dieta brasileira. Tofu preparado com sal de cálcio, gergelim, couve e brócolis também contribuem. Espinafre tem cálcio, mas seu teor de oxalato reduz a fração absorvida.
Formas químicas: o carbonato concentra mais cálcio elementar por miligrama e depende mais do meio ácido do estômago; o citrato tem teor elementar menor e é menos dependente do pH.
Vitamina B12
Alegações autorizadas: auxilia no metabolismo energético, no funcionamento do sistema nervoso, na formação de células vermelhas e na divisão celular.
Fontes: exclusivamente de origem animal, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados. Alimentos vegetais não fortificados não são fonte.
Absorção: depende de duas etapas gástricas. O ácido libera a B12 ligada às proteínas do alimento, e o fator intrínseco, produzido no estômago, permite a absorção no íleo. Ambas tendem a reduzir com a idade. A B12 de suplemento já vem em forma livre e não depende da primeira etapa. Cianocobalamina e metilcobalamina são duas formas disponíveis.
Magnésio
Alegações autorizadas: auxilia no funcionamento do sistema nervoso e muscular, no metabolismo energético, na divisão celular, na manutenção de ossos e dentes e no sistema imune.
Fontes: sementes, castanhas, leguminosas, cereais integrais, vegetais verde-escuros e cacau. O magnésio faz parte da molécula de clorofila.
Detalhe: o refino de cereais remove a maior parte do magnésio do grão. É uma diferença relevante entre farinha integral e refinada.
Vitamina C
Alegações autorizadas: auxilia no funcionamento do sistema imune, na proteção das células contra radicais livres, na formação normal do colágeno e na absorção de ferro.
Fontes: acerola, goiaba, caju, laranja, kiwi, pimentão e brócolis.
Estabilidade: é hidrossolúvel e termossensível. Calor, tempo de cozimento em água, corte e armazenamento prolongado reduzem o teor. Consumir cru ou com cozimento curto preserva mais.
Zinco
Alegações autorizadas: auxilia no sistema imune, na divisão celular, no metabolismo de proteínas e carboidratos e na proteção das células contra radicais livres.
Fontes: ostras e frutos do mar, carnes, aves, sementes de abóbora, leguminosas e castanhas.
Absorção: fitatos das fontes vegetais formam complexos com o zinco e reduzem a fração absorvida. Remolho, fermentação e germinação diminuem o teor de fitato. A IDR de adultos é de 7 mg por dia e o limite máximo para suplementos alimentares é de 29,59 mg por dia.
O que fazer com essa informação
- Variedade. Nenhum alimento cobre tudo. A composição do cardápio ao longo da semana é o que sustenta o aporte de micronutrientes.
- Preparo. Tempo, temperatura e meio de cozimento mudam o teor final do nutriente no prato.
- Avaliação profissional. Estado nutricional se avalia clinicamente, com exames quando indicado. Não por sintoma lido na internet.
- Suplementação, quando indicada. Complementa a alimentação. Compare no rótulo o nutriente por porção, o percentual de valor diário, a forma química e o limite máximo, somando o que vier de outros produtos.
Controle de qualidade FDC
A FDC atua há mais de 30 anos no Brasil e mantém laboratório próprio de controle de qualidade. As vitaminas são doseadas por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) e os minerais e metais pesados por espectrometria de absorção atômica, com laudo por lote. A fabricação segue as Boas Práticas de Fabricação e os produtos são notificados na ANVISA, com metais pesados dentro dos limites da legislação vigente.
Referências
- Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, IBGE.
- Guia Alimentar para a População Brasileira, Ministério da Saúde.
- Instrução Normativa 28/2018, ANVISA, e legislação vigente sobre suplementos alimentares.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.