Vitaminas no verão: o que muda na rotina e o que se pode afirmar

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Texto alternativo:Mulher sorridente segurando metades de laranja nos olhos, simbolizando reposição de vitaminas no verão.

O verão muda algumas condições práticas: mais transpiração, mais perda de água e eletrólitos, mais exposição à radiação solar e, com frequência, mudança de rotina alimentar. Este texto trata desses ajustes e do que a legislação brasileira permite afirmar sobre vitaminas e minerais.

O que são vitaminas e minerais

São micronutrientes que o organismo não produz em quantidade suficiente e obtém pela alimentação. Participam de processos metabólicos variados.

Dividem-se em dois grupos, com efeito prático na absorção:

  • Lipossolúveis (A, D, E, K): absorvidas junto com a gordura da refeição e armazenadas no organismo. Por serem acumuláveis, o limite máximo de ingestão pesa mais.
  • Hidrossolúveis (complexo B e vitamina C): absorvidas no trato gastrointestinal e transportadas pelo sangue. O excesso tende a ser eliminado, o que não autoriza uso acima do recomendado.

Como saber se o aporte está adequado

Não é por autoavaliação. Sintomas genéricos como cansaço, sonolência, dificuldade de atenção ou mudanças em pele, cabelo e unhas têm muitas causas possíveis e não identificam qual nutriente está em falta — nem se há algum em falta.

Quem avalia é o médico ou o nutricionista, com histórico e exames. Suplementar por conta própria com base em sintoma é um caminho pouco confiável.

Cuidados com o calor

  • Hidratação constante. Ingerir água ao longo do dia, mesmo sem sede. Bebidas alcoólicas e o excesso de cafeína contribuem para a perda de água.
  • Roupas leves e respiráveis. Tecidos como algodão e linho permitem melhor evaporação do suor.
  • Atenção aos sinais de superaquecimento. Tontura, náuseas, confusão mental, batimentos acelerados e pele quente e avermelhada pedem saída do calor, hidratação e, se persistirem, avaliação médica.
  • Crianças e idosos. São mais vulneráveis ao calor e merecem acompanhamento próximo.
  • Banhos mais frios e toalhas úmidas ajudam a reduzir a temperatura corporal.
  • Fotoproteção. Protetor solar de uso diário, com reaplicação conforme a orientação do produto, sombra e proteção física nos horários de maior radiação.

Alimentação na estação quente

Alimentos de digestão mais leve e com maior teor de água costumam se encaixar melhor na rotina de calor.

  • Frutas com alto teor de água: melancia, melão, morango, frutas cítricas.
  • Hortaliças: alface, espinafre, rúcula.
  • Fontes de proteína preparadas de forma leve: peixes grelhados, frango, carnes magras, ovos, leguminosas.
  • Água, água de coco e sucos naturais para compor a hidratação.
  • Alimentos com potássio, como banana, ajudam a compor a reposição de minerais perdidos pelo suor.
  • Refeições fracionadas ao longo do dia, se houver desconforto com porções maiores.
  • Moderação com sal e açúcar.

O que a legislação permite afirmar

As alegações de propriedade funcional de vitaminas e minerais em suplementos alimentares são definidas pela ANVISA, no Anexo III da IN 28/2018. A lista é fechada.

Não existe alegação autorizada de vitamina para fotoproteção, manchas, bronzeado, rugas, regeneração da pele, hidratação cutânea, alergia ou regulação de temperatura corporal. Nenhum suplemento substitui protetor solar.

As alegações que existem, entre os nutrientes normalmente citados no verão:

  • Vitamina C: sistema imune; proteção das células contra radicais livres; formação normal do colágeno; absorção de ferro.
  • Vitamina D: absorção de cálcio e fósforo; manutenção de ossos e dentes; sistema imune; funcionamento muscular.
  • Zinco: sistema imune; divisão celular; metabolismo de proteínas e carboidratos; proteção das células contra radicais livres.
  • Cálcio: formação e manutenção de ossos e dentes; funcionamento muscular e nervoso; divisão celular.
  • Ferro: transporte de oxigênio; formação de células vermelhas; sistema imune.

Sobre a vitamina D: parte dela é sintetizada na pele a partir da exposição solar, e o uso de fotoproteção interfere nessa síntese. Como equilibrar as duas coisas é decisão médica, tomada a partir de exames — não algo a resolver por conta própria.

Fontes alimentares

  • Vitamina C: frutas cítricas, acerola, goiaba, morango, pimentão, brócolis.
  • Vitamina A: cenoura, batata-doce, espinafre, manga, mamão.
  • Vitamina E: amêndoas, sementes de girassol, azeite, abacate.
  • Vitamina D: peixes gordurosos e ovos.
  • Complexo B: ovos, castanhas, peixes, frango, leguminosas, cereais integrais.
  • Zinco: carnes, frutos do mar, sementes de abóbora, castanhas.

Como ler o rótulo

  • Quantidade por porção e quantas cápsulas ou comprimidos formam a porção.
  • %VD: percentual dos Valores Diários de referência.
  • Limite máximo de ingestão: a legislação estabelece teto para vários nutrientes. Somar produtos diferentes pode ultrapassá-lo.

Controle de qualidade na FDC

A FDC mantém laboratório próprio, com HPLC para dosagem de vitaminas e espectrometria de absorção atômica para minerais, laudo por lote e fabricação em Boas Práticas de Fabricação (BPF). Os produtos são notificados na ANVISA e os teores de metais pesados ficam dentro dos limites da legislação vigente.

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