Mais suplemento não é sinônimo de mais saúde. O que faz diferença é escolher com critério, tomar com constância e confiar na qualidade do que você coloca no corpo — todo dia.
Suplementação complementa a alimentação — não a substitui. Foto: Unsplash.
Tem uma pergunta que a gente ouve com frequência: "Quantos suplementos eu deveria tomar?" A resposta honesta costuma ser: menos do que parece — e os certos para você.
Um estudo multicêntrico publicado em 2023, conduzido por pesquisadores das Universidades Federais do Paraná e de São Paulo em parceria com a Fiocruz, identificou que 50,9% dos adultos brasileiros apresentam insuficiência de vitamina D e 15,3% têm deficiência — mesmo quando avaliados no verão. No mesmo período, a anemia por deficiência de ferro segue como o maior problema de micronutrientes do país, segundo o Ministério da Saúde. Há déficits nutricionais reais em parcelas da população — mas isso não significa que empilhar suplementos seja a solução.
Este artigo explica como montar uma rotina que faz sentido, com base em evidências científicas e dentro dos parâmetros que a ANVISA estabelece para suplementos alimentares no Brasil (RDC 243/2018 e IN 28/2018).
1. Comece pela rotina, não pela moda
O ponto de partida não é o suplemento que está em alta nas redes. É o seu dia a dia: o que falta na alimentação, a estação do ano, a fase da vida, o nível de atividade física.
A ANVISA, por meio da RDC 243/2018, define suplementos alimentares como produtos destinados a pessoas saudáveis para complementar a alimentação em situações específicas — dietas restritivas, alterações metabólicas, atividade física intensa ou demandas aumentadas por fase de vida. A norma é clara: suplemento alimentar não possui finalidade medicamentosa ou terapêutica.
📋 Antes de escolher qualquer suplemento, vale responder:
- Minha alimentação cobre os principais grupos de nutrientes?
- Excluo algum grupo alimentar (laticínios, carnes, frutos do mar, ovos)?
- Tenho mais de 60 anos, pratico atividade intensa ou passo pouco tempo ao sol?
- Fiz exame de sangue recentemente para checar vitamina D, ferro, B12?
- Tenho orientação de nutricionista ou médico?
As respostas constroem o mapa. O suplemento é a ferramenta — não o início da conversa.
2. Constância vale mais que quantidade
Regularidade é o fator mais subestimado em qualquer rotina de suplementação. Foto: Unsplash.
Dois suplementos tomados com regularidade fazem mais do que seis esquecidos na gaveta. Esse princípio, aparentemente óbvio, é o que mais se perde quando a pessoa monta uma lista longa inspirada em um perfil de redes sociais.
Nutrientes como a vitamina D e os ácidos graxos EPA e DHA — presentes no ômega-3 — têm efeitos que se acumulam com o tempo e dependem de ingestão regular. Interrupções frequentes ou trocas de produto a cada mês comprometem esse processo.
A regra prática: comece com o mínimo que você consegue manter. Uma ou duas escolhas bem fundamentadas, tomadas diariamente, superam uma lista que raramente sai do armário.
Sobre a linha For Daily Care
For Daily Care — cuidado de todo dia — é o princípio que orienta os formatos da linha FDC: frascos com 60, 100, 120, 140 e até 360 cápsulas, pensados para quem quer manter continuidade sem interrupção mensal.
3. Qualidade conta tanto quanto o nutriente
Dois produtos com o mesmo nome na embalagem podem ser muito diferentes por dentro. Quatro aspectos que raramente aparecem nos anúncios, mas que fazem diferença real:
a) Origem e rastreabilidade da matéria-prima
No caso do ômega-3, a procedência do óleo de peixe importa. A certificação MSC (Marine Stewardship Council) garante que a matéria-prima vem de pesca sustentável e rastreável. Sem essa informação, a origem não é verificável.
b) Controle de contaminantes
Metais pesados como mercúrio, cádmio, chumbo e arsênio podem se concentrar em óleos de peixe de baixa qualidade. O padrão correto é o teste de metais pesados lote a lote — não uma aprovação genérica de categoria. Cada lote de ômega-3 FDC passa por essa análise antes de sair para distribuição.
c) Padrão de fabricação cGMP
O padrão cGMP (Current Good Manufacturing Practices) é exigido pela FDA nos EUA e reconhecido internacionalmente. Garante que o processo de fabricação segue protocolos rigorosos de controle — desde a matéria-prima até o produto final.
d) Dupla verificação
Na FDC, cada lote é verificado no país de fabricação, sob padrão cGMP, e novamente ao chegar ao Brasil. É o que chamamos de duplo certificado de qualidade — documentado e verificável.
🔍 O que verificar antes de escolher um suplemento
- Notificação ANVISA no rótulo (obrigatória para suplementos no Brasil)
- Quantidade real de nutriente ativo — ex.: mg de EPA+DHA por dose, não apenas "óleo de peixe"
- Lacre de segurança intacto e embalagem fotoprotetora UV
- Fabricante com padrão cGMP certificado
- Transparência sobre origem da matéria-prima
- Clean label: sem glúten, sem lactose, sem corantes artificiais (quando aplicável)
4. Nutrientes e contexto científico
Suplementação não substitui alimentação equilibrada — é um complemento quando a dieta não é suficiente. Foto: Unsplash.
| Nutriente | Contexto científico | Situações de maior relevância |
|---|---|---|
| Vitamina D3 | Estudo multicêntrico Fiocruz/UFPR/USP (2023): 66,2% dos adultos avaliados com insuficiência ou deficiência, mesmo no verão. Envolvida no metabolismo normal do cálcio e do fósforo. | Rotina indoor, maiores de 60, inverno, regiões com baixa exposição solar. |
| Ômega-3 (EPA+DHA) | Ácidos graxos essenciais que o organismo não sintetiza em quantidade suficiente — precisam vir da alimentação ou suplementação. Revisão sistemática (SBCM, 2025): 15 ensaios clínicos sobre EPA+DHA e parâmetros lipídicos. | Baixo consumo de peixes de água fria, adultos a partir de 30 anos. |
| Vitamina C | Vitamina hidrossolúvel e antioxidante. Inadequação frequente em dietas com baixo consumo de frutas e vegetais frescos. Fisberg et al. (Nutrients, 2024): estudo populacional sobre inadequações em adultos brasileiros. | Inverno, alta demanda física, dieta pobre em frutas e vegetais. |
| Zinco | Mineral com papel no funcionamento do sistema imune e na proteção das células contra danos oxidativos. Inadequação associada a dietas vegetarianas ou com baixo consumo de leguminosas. | Dietas vegetarianas/veganas, idosos, alta demanda física. |
| Polivitamínico | Painel de consenso revisado em SciELO (2023): uso pode ser benéfico em subpopulações com inadequações nutricionais, como idosos e pessoas com dietas restritivas. | Idosos, dietas restritivas, necessidades nutricionais aumentadas. |
Informações de natureza educativa. Suplemento alimentar não é medicamento. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação.
5. Os erros mais comuns ao montar uma rotina
✗ Seguir tendências sem critério
Colágeno, glutamina, ashwagandha — cada ano tem um protagonista. Estudo publicado em dezembro de 2025 (Scientific Society) alertou que a automedicação baseada em redes sociais pode levar a desequilíbrios nutricionais e mascarar deficiências que deveriam ser corrigidas pela dieta.
✗ Aumentar a dose por conta própria
Vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) se acumulam no organismo — excesso tem consequências documentadas. Vitaminas hidrossolúveis têm o excedente eliminado, mas doses exageradas podem causar desconforto. A dose indicada no rótulo e pelo profissional de saúde é o parâmetro correto.
✗ Trocar de marca a cada compra pelo preço
Um suplemento mais barato que não passou por teste de metais pesados, que não declara a quantidade real de EPA+DHA por dose ou que foi fabricado fora do padrão cGMP pode ser uma escolha de maior risco. Critério importa mais que o menor preço.
✗ Parar quando o frasco acaba
Suplementação orientada precisa de continuidade. Deixar o frasco acabar sem repor é o erro mais frequente — e o que mais compromete a regularidade da rotina. Planejar a reposição faz parte do processo.
Conclusão: menos, com critério, rende mais
Uma rotina bem montada não impressiona pela quantidade de produtos. Impressiona pela coerência: nutrientes adequados para a situação da pessoa, com qualidade verificável e ingestão regular.
Na FDC, trabalhamos com essa lógica há mais de 30 anos no Brasil — com dupla certificação de qualidade, padrão cGMP, ômega-3 com certificação MSC, embalagem fotoprotetora UV e linha clean label. Os mesmos produtos disponíveis em Drogasil, Droga Raia, Pague Menos e mais de 10 mil farmácias no país.
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Ver linhaReferências bibliográficas
- Agência Fiocruz de Notícias. Estudo revela que brasileiros têm deficiência de vitamina D mesmo no verão. UFPR/USP/Fiocruz, 2023. Disponível em: agencia.fiocruz.br
- Fisberg M et al. Exploring Diet and Nutrient Insufficiencies across Age Groups. Nutrients, 2024; 16(5):750. DOI: 10.3390/nu16050750
- Da Cruz N et al. Deficiência de vitaminas em populações vulneráveis. BJIHS, 2024; 6(10):2924–2932. DOI: 10.36557/2674-8169.2024v6n10p2924-2932
- SciELO Brasil. Uso de vitaminas e/ou minerais entre adultos e idosos em áreas urbanas no Brasil. Ciência e Saúde Coletiva, set. 2023. DOI: 10.1590/1413-81232023289.15032022
- Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Revisão sistemática: EPA+DHA e parâmetros lipídicos — 15 ensaios clínicos (2014–2024). 2025.
- Silva BO et al. Perfil e motivações de jovens e adultos que consomem multivitamínicos no Brasil. Scientific Society, dez. 2025.
- ANVISA. Suplementos alimentares: RDC 243/2018 e IN 28/2018. gov.br/anvisa
- Ministério da Saúde. Programa Nacional de Suplementação de Ferro e Vitamina A. SUS, 2024.
- National Institutes of Health — ODS. Vitamin D Health Professional Fact Sheet. NIH, 2023.
- World Health Organization. Micronutrient deficiencies. WHO, 2023. who.int
Suplemento alimentar não é medicamento. Não substitui uma alimentação equilibrada e variada. Consulte sempre um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação. As informações deste artigo têm finalidade educativa e são baseadas em literatura científica indexada. FDC Vitaminas — For Daily Care.