Verão: hidratação, exposição solar e alimentação

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Texto alternativo:Mulher hidratando-se ao sol com garrafa de água, reforçando a imunidade no verão.

O calor muda hábitos: mais líquido, refeições mais leves, mais tempo ao ar livre. Este texto trata do que acontece de fato no corpo com o calor e do que a legislação brasileira permite afirmar sobre nutrientes.

Hidratação e transpiração

A transpiração é o principal mecanismo de dissipação de calor do corpo humano. Ao evaporar, o suor retira calor da superfície da pele. Em ambiente quente e úmido, a evaporação é menos eficiente, e o corpo transpira mais para obter o mesmo efeito.

Junto com a água, o suor carrega eletrólitos, principalmente sódio e cloreto, e quantidades menores de potássio e magnésio. Por isso a reposição de líquido ao longo do dia importa mais no verão do que no inverno.

Alguns pontos práticos: distribuir a ingestão de água ao longo do dia em vez de concentrar; incluir alimentos com alto teor de água, como frutas e hortaliças; usar roupas leves de tecidos que favorecem a evaporação; e preferir ambientes sombreados nos horários de maior calor.

Exposição solar e vitamina D

A vitamina D vem, em sua maior parte, da síntese na pele a partir da radiação UVB. A contribuição alimentar é pequena.

A quantidade produzida varia com latitude, estação, horário, cobertura de nuvens, pigmentação da pele, idade, área de pele exposta, roupa e uso de protetor solar. Morar em país tropical não garante síntese adequada, porque a exposição depende de comportamento e de rotina.

Ao mesmo tempo, a radiação UV tem efeito acumulativo sobre a pele. Proteção solar, chapéu, óculos e sombra nos horários de maior incidência são orientação de rotina. A conciliacão entre exposição e proteção é individual e deve ser discutida com médico.

Alimentos no calor

  • Temperatura ambiente elevada acelera a multiplicação de microrganismos em alimentos preparados. Refrigeração adequada e tempo curto fora da geladeira são cuidados básicos de manipulação.
  • Frutas e hortaliças da estação estão mais disponíveis e com melhor preço. Melancia, melão, abacaxi, manga e pepino têm alto teor de água.
  • Vitamina C é hidrossolúvel e termossensível. Consumo cru e armazenamento curto preservam mais o teor.
  • Sucos naturais, sem açúcar adicionado, no lugar de bebidas açucaradas.

Sono e atividade física

Sono regular, atividade física orientada e alimentação variada são hábitos de consenso, em qualquer estação. No calor, exercício ao ar livre pede atenção extra a horário, hidratação e roupa.

O que a legislação brasileira autoriza afirmar

A ANVISA lista, na IN 28/2018, as alegações de propriedade funcional permitidas por nutriente:

  • Vitamina C: auxilia no funcionamento do sistema imune, na proteção das células contra radicais livres, na formação normal do colágeno e na absorção de ferro.
  • Vitamina D: auxilia no funcionamento do sistema imune, na absorção de cálcio e fósforo, na manutenção de ossos e dentes e no funcionamento muscular.
  • Zinco: auxilia no funcionamento do sistema imune, na divisão celular, no metabolismo de proteínas e carboidratos e na proteção das células contra radicais livres.
  • Selênio: auxilia na proteção das células contra radicais livres e no funcionamento do sistema imune.
  • Ferro: auxilia no funcionamento do sistema imune, no transporte de oxigênio e na formação de células vermelhas.
  • Magnésio: auxilia no funcionamento do sistema imune, no sistema nervoso e muscular, no metabolismo energético, na divisão celular e na manutenção de ossos e dentes.

Duas observações importantes. A alegação é sobre auxiliar no funcionamento do sistema imune, o que é diferente de aumentar, reforçar ou fortalecer imunidade. E nenhum nutriente tem alegação autorizada relacionada a evitar qualquer condição de saúde.

Fontes alimentares

  • Vitamina C: acerola, goiaba, caju, laranja, kiwi, pimentão, brócolis.
  • Zinco: ostras, carnes, aves, sementes de abóbora, leguminosas.
  • Selênio: castanha-do-pará, peixes, ovos. O teor da castanha varia conforme o solo de origem.
  • Ferro: carnes, vísceras, leguminosas e vegetais folhosos. Vitamina C na mesma refeição aumenta a absorção do ferro não heme.

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A FDC mantém laboratório próprio de controle de qualidade, com HPLC para doseamento de vitaminas e espectrometria de absorção atômica para minerais e metais pesados, com laudo por lote. A fabricação segue as Boas Práticas de Fabricação e os produtos são notificados na ANVISA. Siga o rótulo e converse com médico ou nutricionista.

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