Formas ativas de vitaminas: o que muda e como identificar no rótulo

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Formas ativas de vitaminas: o que muda e como identificar no rótulo

Vitamina não é uma molécula só

O nome de uma vitamina designa um grupo de compostos aparentados, chamados vítameros. Eles compartilham a mesma atividade biológica, mas têm estruturas químicas distintas.

Alguns desses compostos circulam no organismo como precursores e precisam de reações enzimáticas para chegar à forma que efetivamente participa do metabolismo. Essa forma final é o que se chama de forma ativa.

Três exemplos concretos

Vitamina B9

O ácido fólico é a forma sintética usada em fortificação e em boa parte dos suplementos. No organismo, ele passa por etapas enzimáticas até o 5-metiltetra-hidrofolato, o metilfolato, que é a forma circulante ativa.

Existem variações no gene MTHFR que alteram a eficiência dessa conversão. Algumas formulações já trazem o metilfolato diretamente.

Vitamina B12

A cianocobalamina é a forma mais estável e mais comum em suplementos. As formas coenzimáticas que atuam no metabolismo humano são a metilcobalamina e a adenosilcobalamina. A conversão ocorre no organismo.

Vitamina D

O colecalciferol (D3) e o ergocalciferol (D2) são as formas presentes em alimentos e suplementos. Nenhuma das duas é a forma ativa. O colecalciferol é hidroxilado no fígado, gerando o calcidiol, o metabólito medido em exames de sangue, e depois no rim, gerando o calcitriol, que é a forma ativa.

Ou seja: suplemento de vitamina D fornece o precursor. A conversão em calcitriol é regulada pelo próprio organismo.

Minerais quelados: um caso parecido, mas diferente

Com minerais não se fala em forma ativa, e sim em forma química e biodisponibilidade. O mineral vem ligado a um contra-íon, e esse par influencia a solubilidade e a absorção.

Quelatos ligam o mineral a aminoácidos. Sais orgânicos, como citrato e picolinato, tendem a ser mais solúveis que óxidos e carbonatos. O teor de mineral elementar por miligrama de composto também varia, e esse dado está na tabela nutricional.

O que procurar na lista de ingredientes

Nem todo rótulo destaca a forma química na frente da embalagem. Ela aparece na lista de ingredientes ou na tabela nutricional. Termos a observar:

  • B9: ácido fólico ou metilfolato (5-MTHF).
  • B12: cianocobalamina, metilcobalamina ou adenosilcobalamina.
  • D: colecalciferol (D3) ou ergocalciferol (D2).
  • Minerais: quelato, bisglicinato, citrato, picolinato, óxido, carbonato, sulfato.

Vale conferir também a quantidade por porção, o percentual de valor diário (%VD), quantas unidades formam uma porção e o número de notificação na ANVISA.

Leia também: Como escolher uma marca confiável de vitaminas.

Funções autorizadas dos nutrientes citados

  • Vitamina C: auxilia no funcionamento do sistema imune, na proteção das células contra radicais livres, na formação normal do colágeno e na absorção de ferro.
  • Vitamina D: auxilia na absorção de cálcio e fósforo, na manutenção de ossos e dentes, no funcionamento do sistema imune e no funcionamento muscular.
  • Zinco: auxilia no funcionamento do sistema imune, na divisão celular, no metabolismo de proteínas e carboidratos e na proteção das células contra radicais livres.
  • Cromo: auxilia no metabolismo normal de macronutrientes.
  • Complexo B: auxilia no metabolismo energético, no funcionamento do sistema nervoso, na formação de células vermelhas e na divisão celular.

Produtos FDC

A linha FDC é fabricada sob Boas Práticas de Fabricação (BPF) e notificada na ANVISA. O controle de qualidade é feito em laboratório próprio, com cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) e espectrometria de absorção atômica, e cada lote tem laudo próprio.

Qual forma faz sentido para cada pessoa é uma decisão individual, baseada em alimentação e exames, e cabe ao médico ou ao nutricionista.

Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.

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