Este texto trata de nutrientes, das funções que a legislação brasileira autoriza afirmar sobre eles e de onde encontrá-los na alimentação. Não trata de doenças e não serve de base para autoavaliação.
Consulta de rotina não se substitui
Desde 2009 o Ministério da Saúde mantém a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, criada para ampliar o acesso masculino aos serviços de saúde. O ponto central dela é simples: procurar o serviço de saúde por rotina, e não apenas quando algo já incomoda.
Nenhum suplemento alimentar substitui consulta, exame ou acompanhamento médico. Suplemento complementa a alimentação, e só.
Hábitos de consenso, como orientação geral: consulta de rotina, atividade física regular incluindo trabalho de força, alimentação variada, hidratação, sono regular, e evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
O que a legislação brasileira autoriza afirmar
A ANVISA lista, na IN 28/2018, as alegações de propriedade funcional permitidas por nutriente. Fora dessa lista não há alegação autorizada, e o verbo permitido é sempre auxilia.
- Vitaminas do complexo B: auxiliam no metabolismo energético, no funcionamento do sistema nervoso, na formação de células vermelhas e na divisão celular.
- Vitamina C: auxilia no funcionamento do sistema imune, na proteção das células contra radicais livres, na formação normal do colágeno e na absorção de ferro.
- Vitamina D: auxilia na absorção de cálcio e fósforo, na manutenção de ossos e dentes, no funcionamento muscular e no sistema imune.
- Zinco: auxilia no sistema imune, na divisão celular, no metabolismo de proteínas e carboidratos e na proteção das células contra radicais livres.
- Magnésio: auxilia no funcionamento do sistema nervoso e muscular, no metabolismo energético, na divisão celular, na manutenção de ossos e dentes e no sistema imune.
- Ferro: auxilia no transporte de oxigênio, na formação de células vermelhas e no sistema imune.
- Selênio: auxilia na proteção das células contra radicais livres e no sistema imune.
- Cálcio: auxilia na formação e manutenção de ossos e dentes, no funcionamento muscular e nervoso e na divisão celular.
Não existe, no Brasil, alegação autorizada de nutriente sobre hormônios, fertilidade, desempenho, peso corporal, cabelo, barba ou disposição.
Onde esses nutrientes estão
- Complexo B: carnes, ovos, leite e derivados, cereais integrais, leguminosas, vegetais folhosos. A B12 vem apenas de fontes animais ou alimentos fortificados.
- Vitamina C: acerola, goiaba, caju, laranja, kiwi, pimentão, brócolis.
- Vitamina D: pouco vem da alimentação. Atum, sardinha, gema de ovo e cogumelos contribuem. A principal via é a síntese cutânea por exposição solar.
- Zinco: ostras, carnes, aves, sementes de abóbora, leguminosas.
- Magnésio: castanhas, sementes, leguminosas, cereais integrais, vegetais verde-escuros.
- Ferro: carnes e vísceras, com ferro heme de maior fração absorvida; feijão, lentilha e folhosos, com ferro não heme. Vitamina C na mesma refeição aumenta a absorção do ferro não heme.
Como ler o rótulo
Confira a quantidade por porção, o percentual de valor diário, a forma química declarada e o limite máximo do nutriente para suplementos alimentares. Se você usa mais de um produto, some as fontes. Vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) têm aproveitamento maior junto de uma refeição com gordura.
Controle de qualidade FDC
A FDC mantém laboratório próprio de controle de qualidade. As vitaminas são doseadas por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) e os minerais e metais pesados por espectrometria de absorção atômica, com laudo por lote. A fabricação segue as Boas Práticas de Fabricação e os produtos são notificados na ANVISA, com metais pesados dentro dos limites da legislação vigente.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.