Começamos pelo que a legislação determina: a legislação brasileira não prevê alegação de função para o ácido alfa-linolênico (ALA). As alegações de função para EPA e DHA dependem da quantidade por porção: a legislação exige 1.500 mg de EPA+DHA por porção. Confira a tabela nutricional do produto. Nenhuma função pode ser atribuída a eles em rótulo ou em texto comercial. O que segue é informação de composição, processo e conservação.
O que é o óleo de linhaça
É o óleo extraído da semente de linho, Linum usitatissimum. Sua composição é predominantemente de ácidos graxos poli-insaturados, com destaque para o ALA, um ácido graxo da família ômega-3 de cadeia curta. Contém também ácido linoleico, da família ômega-6, e ácido oleico, ômega-9.
A semente inteira traz ainda fibras e lignanas, compostos vegetais. O óleo prensado carrega pouca fibra, porque ela fica no resíduo da prensagem. Semente e óleo, portanto, não são equivalentes em composição.
ALA não é EPA nem DHA
Esta é a diferença técnica mais importante e a mais confundida no varejo.
- ALA é o ômega-3 de origem vegetal, presente na linhaça, na chía e na noz.
- EPA e DHA são ômega-3 de cadeia longa, presentes em peixes de água fria e em óleos de peixe.
- O organismo humano converte parte do ALA em EPA e, em seguida, em DHA. A conversão é limitada, e a etapa até DHA é especialmente restrita. A competição com ácidos graxos ômega-6 pelas mesmas enzimas reduz ainda mais essa taxa.
Consequência prática: um suplemento de óleo de linhaça não é substituto de um suplemento de EPA e DHA. São composições diferentes, com requisitos de alegação diferentes, e vale saber disso ao comparar rótulos.
Linhaça marrom e dourada
As duas variedades têm composição nutricional semelhante. A diferença principal é a tonalidade da casca e a região de cultivo predominante. Variações de teor de óleo entre lotes dependem mais de solo, clima e colheita do que da cor da semente.
Prensagem a frio e extração a quente
- Prensagem a frio. As sementes são prensadas sem aquecimento externo e o óleo é filtrado. O rendimento é menor, mas o processo evita o calor, que degrada ácidos graxos poli-insaturados.
- Extração a quente. O aquecimento aumenta o rendimento, mas eleva o risco de oxidação e de degradação de compostos sensíveis ao calor.
Depois da extração, o óleo pode ser envasado em frasco líquido ou encapsulado. A cápsula limita o contato com oxigênio e luz a cada uso, o que é relevante para um óleo com alto teor de poli-insaturados.
Oxidação: o ponto crítico
Óleos ricos em poli-insaturados oxidam com facilidade. Calor, luz e oxigênio aceleram o processo, e a oxidação altera sabor, odor e qualidade do produto.
Por isso: não use óleo de linhaça para fritar ou refogar; guarde em local fresco, ao abrigo de luz; respeite a orientação de armazenamento e o prazo após a abertura indicados no rótulo; e desconfie de odor ou sabor rancificado.
Controle de qualidade FDC
As cápsulas de óleo de linhaça da FDC são produzidas a partir de óleo de linhaça dourada prensado a frio. A FDC mantém laboratório próprio de controle de qualidade, com análise por lote, e a verificação de metais pesados é feita por espectrometria de absorção atômica, dentro dos limites da legislação vigente. A fabricação segue as Boas Práticas de Fabricação e o produto é notificado na ANVISA.
Siga a orientação do rótulo e converse com médico ou nutricionista antes de incluir o produto na rotina.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.