Metabolismo energético no inverno: quais nutrientes participam

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Texto alternativo:Mulher relaxando no inverno com xícara de chá, envolta em cobertor.

“Vitaminas para ter mais energia” é uma das promessas mais repetidas do setor. Vale ser preciso: existe uma alegação reconhecida chamada metabolismo energético, e ela não significa o que a maior parte dos anúncios sugere. Este artigo explica a diferença e o que muda de fato na alimentação no inverno.

O que é metabolismo energético

É o conjunto de reações bioquímicas que converte carboidratos, gorduras e proteínas da alimentação em ATP, a molécula que as células usam como moeda energética. Essas reações dependem de enzimas, e várias dessas enzimas precisam de vitaminas como cofatores.

É uma rota bioquímica. Não é sinônimo da sensação de estar disposto, animado ou cansado — estados que dependem de sono, rotina, carga de trabalho, condicionamento físico e inúmeros outros fatores. Confundir as duas coisas é o erro mais comum em textos comerciais sobre o tema.

Quais nutrientes têm essa alegação

A ANVISA mantém uma lista fechada. Auxiliam no metabolismo energético:

  • Vitamina B1 (tiamina) — também auxilia no funcionamento do sistema nervoso
  • Vitamina B2 (riboflavina)
  • Vitamina B3 (niacina)
  • Vitamina B5 (ácido pantotênico)
  • Vitamina B6 (piridoxina) — também auxilia no funcionamento do sistema nervoso e na formação de células vermelhas do sangue
  • Vitamina B7 (biotina)
  • Vitamina B12 (cobalamina) — também auxilia no funcionamento do sistema nervoso e na formação de células vermelhas do sangue

Vale registrar também o ferro, que auxilia no transporte de oxigênio, na formação de células vermelhas do sangue e no funcionamento do sistema imune.

O que muda na alimentação no inverno

  • Menos exposição solar. Dias mais curtos e mais roupa cobrindo a pele reduzem a síntese cutânea de vitamina D, cuja principal via de obtenção é justamente essa.
  • Mais preparos cozidos. Vitaminas hidrossolúveis, incluindo várias do complexo B e a vitamina C, se perdem na água de cozimento e algumas são sensíveis ao calor.
  • Mudança na oferta de frutas. As cítricas estão em safra no inverno brasileiro: laranja, tangerina, limão.
  • Menos sede. A necessidade de água continua a mesma.

Um hábito prático: aproveitar a água do cozimento em caldos e sopas recupera parte das vitaminas hidrossolúveis que se perderiam.

Fontes alimentares

  • B1: grãos integrais, leguminosas, carne suína, sementes de girassol.
  • B2: leite e derivados, ovos, vegetais verde-escuros.
  • B3: carnes, peixes, amendoim, cereais integrais.
  • B5: carnes, ovos, cogumelos, abacate, cereais integrais.
  • B6: frango, peixes, batata, banana, grão-de-bico.
  • B7: gema de ovo, fígado, castanhas, sementes.
  • B12: apenas alimentos de origem animal ou fortificados.
  • Ferro: carnes vermelhas, fígado, leguminosas e folhas verde-escuras — estas com melhor aproveitamento quando combinadas a fontes de vitamina C na mesma refeição.

Hábitos gerais de rotina

Práticas de consenso em saúde pública: sono regular — a National Sleep Foundation indica 7 a 9 horas para adultos —, atividade física dentro da sua capacidade, hidratação ao longo do dia, alimentação variada e pausas ao longo da jornada.

Quando procurar um profissional

Se algo na sua rotina mudou de forma persistente e você não consegue explicar, procure médico ou nutricionista. Suplemento alimentar não é resposta para queixa de saúde, e começar um por conta própria pode adiar uma avaliação mais útil.

Como escolher com critério

  • Porção: quantas cápsulas ou comprimidos formam a porção declarada
  • Quantidade por porção e %VD de cada nutriente
  • Porções por frasco: define a duração real do produto
  • Forma química: cianocobalamina ou metilcobalamina para B12, por exemplo
  • Advertências e limite máximo de suplementação previstos na legislação

Controle de qualidade FDC

Os lotes FDC são analisados em laboratório próprio: cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) para teor de vitaminas, espectrometria de absorção atômica para minerais, laudo por lote e produção dentro das Boas Práticas de Fabricação (BPF). Produtos notificados na ANVISA.

Conheça o Complexo B FDC.

Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem substituir o atendimento médico ou o tratamento de condições específicas de saúde. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida sobre sua condição médica. Nunca desconsidere o conselho médico nem demore a buscá-lo por causa de algo que tenha lido em nosso site ou mídias sociais.

Suplementos alimentares não substituem medicamentos nem uma alimentação variada e equilibrada. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar a suplementação. Não exceder a dose diária recomendada.