Dança como atividade física: o que ela trabalha

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Texto alternativo:Silhuetas de três mulheres dançando ao pôr do sol, em movimento gracioso.

Exercício físico não começa e termina na academia. Regularidade depende de aderência, e aderência depende de gostar do que se faz. A dança entra nessa conta.

O que a dança solicita do corpo

Do ponto de vista de fisiologia do exercício, dançar combina elementos que costumam ser treinados separadamente:

  • Trabalho aeróbico contínuo. Blocos, ensaios e aulas mantêm a frequência cardíaca elevada por longos períodos.
  • Amplitude de movimento. Passos de frevo, samba e axé exigem amplitude articular em quadril, tornozelo e coluna.
  • Coordenação motora. Sequências rítmicas envolvem coordenação entre membros superiores e inferiores e ajuste de tempo.
  • Solicitação muscular distribuída. Membros inferiores e musculatura do tronco trabalham de forma contínua para sustentar postura e transferência de peso.
  • Equilíbrio. Mudanças de direção e apoio unipodal solicitam controle postural.
  • Convívio. É uma atividade coletiva, e isso pesa na consistência com que alguém mantém o hábito.

Carnaval e progressão de carga

Quem não tem rotina de exercício e passa oito horas em um bloco está fazendo um volume de esforço muito acima do habitual, de uma vez só. Isso é progressão de carga abrupta, e progressão abrupta é o cenário clássico de lesão.

Algumas medidas básicas:

  • Calçado fechado, com solado e ajuste adequados ao tempo em pé.
  • Pausas ao longo do dia, e não só no fim.
  • Hidratação distribuída, especialmente em calor e umidade altos.
  • Atenção a dor articular que aparece durante ou depois. Dor persistente é assunto de médico, não de resistência.

Depois do feriado

O ponto mais útil do carnaval, do ponto de vista de rotina, é servir de início. Atividade física regular é recomendação de consenso para a população adulta, junto de trabalho de força, alimentação variada, hidratação e consultas de rotina. Orientação de profissional de educação física ajuda a montar a progressão.

Sobre suplementos

Suplemento alimentar complementa a alimentação. Ele não substitui treino, descanso nem hidratação. As alegações autorizadas no Brasil estão na IN 28/2018 da ANVISA: o magnésio, por exemplo, auxilia no funcionamento do sistema nervoso e muscular e no metabolismo energético; as vitaminas do complexo B auxiliam no metabolismo energético e no funcionamento do sistema nervoso. O verbo é sempre auxilia, e nunca há promessa de disposição, desempenho ou recuperação.

Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.

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Suplementos alimentares não substituem medicamentos nem uma alimentação variada e equilibrada. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar a suplementação. Não exceder a dose diária recomendada.