A pele como ponto de partida
A vitamina D é a única cujo principal caminho de obtenção não é alimentar. Ela começa a ser formada na própria pele, a partir da exposição à radiação ultravioleta B.
A rota tem quatro etapas:
- Na epiderme, o 7-dehidrocolesterol, derivado do colesterol, absorve radiação UVB e se converte em previtamina D3.
- A previtamina D3 se rearranja termicamente em colecalciferol (vitamina D3).
- No fígado, o colecalciferol é hidroxilado e forma o calcidiol, ou 25(OH)D, que é o metabólito circulante e o dosado em exames de sangue.
- No rim, ocorre nova hidroxilação e forma-se o calcitriol, ou 1,25(OH)₂D, a forma ativa.
Ou seja: suplemento de vitamina D fornece o precursor. A conversão até a forma ativa é regulada pelo próprio organismo.
O que interfere na síntese
A quantidade produzida varia muito de pessoa para pessoa e de dia para dia. Entre os fatores:
- Horário e ângulo solar: a radiação UVB chega em maior proporção quando o sol está mais alto.
- Latitude e estação do ano: quanto mais distante do equador e quanto mais próximo do inverno, menor a incidência de UVB.
- Pigmentação da pele: a melanina absorve radiação UVB, o que altera o tempo necessário para a mesma conversão.
- Área de pele exposta e vestuário.
- Protetor solar: reduz a passagem de UVB, e seu uso segue a orientação do dermatologista.
- Idade: a concentração cutânea de 7-dehidrocolesterol diminui ao longo da vida.
- Vidro e poluição: vidro comum bloqueia UVB, de modo que exposição atrás de janela não produz o mesmo efeito.
Por esses fatores, não existe um tempo de exposição solar válido para todo mundo. Recomendações sobre exposição ao sol são assunto de dermatologista.
Funções autorizadas pela legislação
Para a vitamina D, a ANVISA autoriza as seguintes alegações:
- auxilia na absorção de cálcio e fósforo;
- auxilia na manutenção de ossos e dentes;
- auxilia no funcionamento do sistema imune;
- auxilia no funcionamento muscular.
Fora dessa lista não há função autorizada para a vitamina D em suplemento alimentar. Para a pele especificamente, a alegação autorizada é da vitamina A, que auxilia na manutenção da pele.
Fontes alimentares
São poucas e concentradas:
- peixes gordurosos: salmão, sardinha, cavala, arenque;
- óleo de fígado de bacalhau;
- gema de ovo;
- fígado;
- alimentos fortificados, quando disponíveis.
Cogumelos expostos à luz ultravioleta contêm vitamina D2 (ergocalciferol), forma diferente da D3 de origem animal.
UI e mcg: como ler o rótulo
A vitamina D pode ser declarada em unidades internacionais (UI) ou em microgramas (mcg). A conversão é direta: 1 mcg equivale a 40 UI. Assim, 2.000 UI correspondem a 50 mcg.
Vale conferir também no rótulo:
- a forma química: colecalciferol (D3) ou ergocalciferol (D2);
- a quantidade por porção e o percentual de valor diário (%VD);
- quantas cápsulas formam uma porção;
- se outro suplemento em uso, como um polivitamínico, já fornece vitamina D.
A vitamina D é lipossolúvel e se acumula no organismo. A legislação estabelece limite máximo de ingestão, e somar produtos sem conferir a tabela é o cenário em que o excesso passa despercebido.
O exame
A dosagem sérica de 25(OH)D é o exame usado para avaliar o estado nutricional de vitamina D. A interpretação do resultado e a decisão sobre suplementar, com qual quantidade e por quanto tempo, cabem ao médico.
O produto FDC
A FDC Vitamina D3 2000 UI traz colecalciferol. A quantidade por porção e o %VD estão na tabela nutricional da página do produto.
A fabricação segue Boas Práticas de Fabricação (BPF) e o produto é notificado na ANVISA. O controle de qualidade é feito em laboratório próprio, com cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) e laudo por lote.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.