Há muitas opções de ômega-3 em farmácias, mercados e lojas de suplementos. A comparação entre elas não se faz pela frente da embalagem, e sim por cinco informações técnicas.
Antes de tudo, um esclarecimento: as alegações de função para EPA e DHA dependem da quantidade por porção. Confira a tabela nutricional do produto.
1. Origem do peixe
Peixes classificados como gordos acumulam gordura por todo o corpo. Os chamados peixes magros concentram gordura sobretudo no fígado. Por isso, apenas os primeiros são fontes relevantes de ômega-3 no músculo.
Espécies de águas frias e profundas tendem a apresentar maior teor de EPA e DHA, o que se relaciona ao fitoplâncton que compõe a base da cadeia alimentar nesses ambientes.
2. Extração do óleo
EPA e DHA são ácidos graxos poli-insaturados, ou seja, têm várias duplas ligações na cadeia carbônica. Essas duplas ligações são justamente os pontos mais suscetíveis a calor, luz e oxigênio.
Processos de extração e purificação conduzidos a temperaturas controladas preservam a estrutura química original da molécula.
3. Presença de vitamina E na formulação
A vitamina E é adicionada a óleos de peixe como antioxidante de formulação: ela retarda a oxidação do óleo dentro da cápsula ao longo do prazo de validade.
É uma função tecnológica no produto, ligada à estabilidade do óleo.
4. Concentração de EPA e DHA por porção
Este é o ponto mais importante e o mais confundido. O peso declarado na cápsula, por exemplo 1.000 mg, é o total de óleo. A quantidade de EPA e de DHA aparece separada na tabela nutricional.
Ao comparar produtos, verifique:
- miligramas de EPA por porção;
- miligramas de DHA por porção;
- quantas cápsulas formam essa porção.
Um produto que exige três ou mais cápsulas para atingir determinada quantidade de EPA e DHA tem concentração menor por cápsula do que outro que chega ao mesmo número com uma ou duas. Esse cálculo também muda o custo real por dia de uso.
5. Contaminantes dentro dos limites da legislação
Óleos marinhos podem carregar contaminantes ambientais presentes no habitat dos peixes, como metais pesados e bifenilos policlorados (PCBs). A purificação do óleo, tipicamente por destilação molecular, tem como um de seus objetivos reduzir esses resíduos.
O parâmetro a observar é se o fabricante mantém os metais pesados dentro dos limites da legislação vigente e se há laudo analítico por lote.
Os ômegas-3 da FDC
A linha é fabricada sob Boas Práticas de Fabricação (BPF) e notificada na ANVISA. O controle de qualidade é feito em laboratório próprio, com espectrometria de absorção atômica para verificação de metais pesados e laudo por lote.
Ver a linha de ômega-3 e as tabelas nutricionais
Peixes de água fria, como sardinha, salmão, cavala e atum, são as principais fontes alimentares de EPA e DHA. A suplementação complementa a alimentação e não a substitui. A avaliação de necessidade e quantidade é individual e cabe ao médico ou ao nutricionista, especialmente para quem usa medicamentos de uso contínuo.
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.
