A regra que vem antes de tudo
Gestação e amamentação são fases com necessidades nutricionais específicas, que variam ao longo dos trimestres e de pessoa para pessoa.
A definição de qual nutriente suplementar, em qual quantidade e por quanto tempo cabe exclusivamente ao médico que acompanha a gestação. A FDC não indica nutriente nem dose para gestantes ou lactantes.
Este texto trata de química e de fontes alimentares. Ele não é base para iniciar, interromper ou ajustar suplementação nessa fase.
O que são EPA e DHA
DHA (ácido docosa-hexaenoico) e EPA (ácido eicosapentaenoico) são ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa da família ômega-3, de origem marinha.
O DHA tem 22 carbonos e seis duplas ligações; o EPA tem 20 carbonos e cinco. Esse alto grau de insaturação dá às moléculas grande flexibilidade conformacional, característica relevante para os lipídios que compõem membranas celulares.
O ALA (ácido alfa-linolênico), de origem vegetal, tem 18 carbonos e três duplas ligações. Ele pode ser alongado e dessaturado no organismo humano até EPA e DHA, mas essa conversão é limitada. Por isso as fontes marinhas e as vegetais aparecem separadas nas tabelas nutricionais.
Sobre alegações de função
As alegações de função para EPA e DHA dependem da quantidade por porção. Confira a tabela nutricional do produto.
Fontes alimentares
Marinhas: cavala, arenque, salmão, sardinha, atum, anchova. São as fontes diretas de EPA e DHA.
Vegetais: linhaça e seu óleo, chía, nozes. Fornecem ALA, não EPA e DHA diretamente.
Algas: microalgas marinhas são a origem primeira do DHA na cadeia alimentar; os peixes o acumulam ao se alimentarem delas.
Metilmercúrio e o tamanho do peixe
O metilmercúrio é um contaminante ambiental que se acumula ao longo da cadeia alimentar aquática. Por isso, peixes predadores de grande porte e vida longa tendem a concentrar mais esse metal do que espécies menores e de ciclo curto.
É um dado de composição do alimento. Orientações sobre quais espécies consumir e com que frequência durante a gestação fazem parte do acompanhamento do pré-natal.
Purificação de óleos marinhos
Óleos de peixe usados em suplementos passam por processos de purificação, tipicamente destilação molecular, que separam frações por ponto de ebulição sob vácuo e reduzem resíduos como metais pesados e bifenilos policlorados (PCBs).
O parâmetro a observar em um produto é se o fabricante mantém os metais pesados dentro dos limites da legislação vigente e se há laudo analítico por lote.
O que você pode conferir sozinha
O rótulo é informação pública. Vale lê-lo antes de levar qualquer produto ao consultório:
- miligramas de EPA e de DHA por porção;
- quantas cápsulas formam uma porção;
- o percentual de valor diário (%VD), quando aplicável;
- a lista completa de ingredientes;
- as advertências do fabricante;
- o número de notificação na ANVISA.
Levar a foto do rótulo para a consulta é mais útil do que levar apenas o nome comercial do produto.
Qualidade FDC
A linha FDC é fabricada sob Boas Práticas de Fabricação (BPF) e notificada na ANVISA. O controle de qualidade é feito em laboratório próprio, com espectrometria de absorção atômica para verificação de metais pesados e laudo por lote.
Ver a linha de ômega-3 e as tabelas nutricionais
Suplemento alimentar. Não é medicamento. Não substitui uma alimentação variada e equilibrada nem estilo de vida saudável. Não diagnostica, trata, cura nem previne doenças. Consulte médico ou nutricionista.