COENZIMA Q10

A Ubidecarenona mais conhecida como Coenzima Q-10 é uma quinona lipofílica endógena prevalente em todos os tecidos e órgãos humanos, embora seja principalmente biossintetizada e concentrada em tecidos com alta rotatividade de energia que constitui, um componente chave, da cadeia respiratória mitocondrial, mas também está presente em outras subfrações celulares e nas lipoproteínas plasmáticas (HDL e LDL), onde exerce um importante papel antioxidante no sinergismo com a vitamina E (LITTARRU & TIANO, 2010). Recentemente vem sendo bastante estudada em diversos segmentos da nutrição como a utilização da CoQ-10 (Coenzima Q-10) em pacientes com Doenças Cárdio Vasculares (DCV), mostrado por Lei e Liu (2017) analisando a eficácia da coenzima Q10 em pacientes com insuficiência cardíaca.
No exercício físico a intensidade, o tipo e o tempo de atividade determinam o fornecimento de energia durante o exercício. Os sistemas de liberação energética no corpo humano são dois: o sistema anaeróbico e o sistema aeróbico (MUTTONI, 2017). O exercício físico regular produz efeitos adaptativos e ergogênicos no corpo humano, onde em reposta a atividade física existe a alterações metabólicas como na creatina quinase, lipase sensível a hormônio, espécies reativas de oxigênio e o lactato. As espécies reativas de oxigênio (ROS) representam moduladores-chave da fisiologia celular, desencadeando respostas adaptativas quando produzidas em quantidades limitadas, mas prejudiciais quando produzidas em excesso, levando ao estresse oxidativo e à disfunção celular (ORLANDO et al., 2018).
A coenzima Q10 atua como um transportador de elétrons redox nas mitocôndrias, tornando a coenzima Q10 é um antioxidante onde dados fornecem uma ligação direta entre o desempenho físico e os níveis de CoQ10 no sangue e no tecido muscular. Alega-se que o aumento da produção de ERO e o estresse metabólico atenuam os níveis de CoQ10 no tecido muscular, e essa diminuição afeta negativamente o desempenho do exercício. an
Alguns estudos na literatura mostram bons resultados na associação da CoQ10 e exercícios anaeróbicos, Gokbel e colabodores (2010) realizaram a suplementação de 100mg da CoQ10 e realizaram o teste supra-máximo de Wingate, foram cinco repetições de 30 segundos de duração, onde o grupo da suplementação da CoQ10 obteve melhor potência máxima em relação ao grupo placebo (p <0,05). Kon e colaboradores (2008) avaliaram a suplementação de CoQ10 em atletas de Kendo, notou-se menores concentrações de Creatina Quinase (CK) e Peroxido Lipídico sérico (LPO) em relação ao grupo placebo (p<0,05), após o terceiro dia de suplementação.
A suplementação de CoQ10 parece ser uma boa alternativa de suplementação para desportistas e atletas com práticas de esportes de curta e média duração.


REFERÊNCIAS:

Littarru GP , Tiano L. Aspectos clínicos da coenzima Q 10 : uma atualização . Nutrição. 2010 ; 26: 250 - 254 . doi: 10.1016 / j.nut.2009.08.008
Lei L, Liu Y. Eficácia da coenzima Q10 em pacientes com insuficiência cardíaca: uma metanálise de ensaios clínicos. BMC Cardiovasc Disord. 24 de julho de 2017; 17 (1): 196. doi: 10.1186 / s12872-017-0628-9. PMID: 28738783; PMCID: PMC5525208.
MUTTONI, Sandra. Nutrição na Prática Esportiva . Porto Alegre; SAGAH, 2017. 9788595020030.
Kon, M., Tanabe, K., Akimoto, T., Kimura, F., Tanimura, Y., Shimizu, K., . . . Kono, I. (2008). Reducing exercise-induced muscular injury in kendo athletes with supplementation of coenzyme Q10. British Journal of Nutrition, 100(4), 903-909. doi:10.1017/S0007114508926544
Gokbel, Hakk ı ; Gül, İbrahim; Belviranl, Muaz ı ; Okudan, Nilse. Os efeitos da suplementação com coenzima Q10 no desempenho durante repetidas sessões de exercício supramaximal em homens sedentários. Journal of Strength and Conditioning Research: janeiro de 2010 - volume 24 - edição 1 - p 97-102 doi: 10.1519 / JSC.0b013e3181a61a50
Orlando, P., Silvestri, S. , Galeazzi, R. , Antonicelli, R. , Marcheggiani, F. , Cirilli, I. , Tiano, L. ( 2018 ). Efeito da suplementação de ubiquinol nos índices de estresse bioquímico e oxidativo após exercício intenso em jovens atletas . Relatório Redox , 23, 136 - 145 .

 

 

 

Autor: Gustavo Batista